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Até onde podemos reduzir custos com mudanças de combustíveis?

O petróleo sempre foi um produto de difícil substituição, seja por conta da grande quantidade de derivados ou devido ao alto poder associado a ele, de forma geral. Isso ocorreu de tal forma que os Estados Unidos foram e ainda são dependentes dessa commodity, o que fez com que as decisões de política exterior fossem enviesadas diversas vezes. Porém, o cenário atual dá a entender que esse não é o futuro. Novas tecnologias e tendências podem fazer com que haja grandes reduções no consumo do petróleo e, assim, reduções no preço, o que também pode fazer com que haja redução de custos, em especial, no setor automotivo.

O Petróleo tem diversos usos e por ser tão versátil fonte de matéria prima para diversas empresas. Seus principais usos, são:
  • Matéria-prima para as centrais térmicas de produção de energia elétrica;
  • Combustíveis Industriais;
  • Combustíveis Industriais;
  • Matéria-prima para a Indústria Petroquímica.

  • Portanto, parece natural que o petróleo seja tão importante para a humanidade, em especial como fonte de energia. Ele é tão valioso que, alguns países do Oriente Médio possuem a economia totalmente dependente dele. A Arábia Saudita é o destaque entre esses países, já que possuía, em 2008, de acordo com o Observatory of economic complexity, 80,9% de suas exportações concentradas no petróleo.
    Em 2018, as exportações da Arábia Saudita eram 62,7% vindas da exportação do petróleo.

    Apesar da dependência dessa commodity, o cenário atual, já mostra que, empresas que são dependentes do petróleo para suas operações, podem reduzir seus custos. Com a pandemia do COVID-19, a demanda do petróleo caiu de maneira abrupta, uma vez que que a maioria das empresas aderiu o sistema home office (uma nova tendência no mercado de trabalho), reduzindo a demanda por derivados de petróleo utilizados no transporte, além das novas tecnologias que estão surgindo, como por exemplo, os carros híbridos/elétricos. De acordo com a Bloomberg, em 2015, 450.000 veículos elétricos foram vendidos no mundo, já em 2019, esse número saltou para 2,1 milhão de veículos. Essas vendas serão equivalentes a 10% das vendas de automóveis em 2025 mundiais, e, em 2040, 58% das vendas.

    Além disso, os combustíveis renováveis/ menos poluentes tem ganhado cada vez mais participação no mercado, tanto no brasileiro, no qual o Etanol é protagonista, quanto em países desenvolvidos, como EUA e Europa (que utilizam, respectivamente, combustível de milho e gás natural). Essas tendências de mudança (tecnológica, de hábito de trabalho, e ambiental) tem feito com que os preços dos combustíveis
    caiam. No Brasil, por exemplo, por conta da pandemia do COVID-19 e de acordo com os dados da ANP, o preço de revenda da gasolina no segundo trimestre de 2020 caiu 13% se comparado ao mesmo período do ano anterior. O mesmo ocorreu com o diesel, que redução foi de 14%.

    Portanto, mesmo levando em conta a grande dependência de muitas economias e empresas dessa commodity, de certa forma, faz sentido que no cenário atual, as empresas procurem alternativas, ou até mesmo procurem seus fornecedores para que consigam renegociar seus custos, visto que a atual operação é baseada no uso do petróleo e a tendência é que haja redução nos preços dele, além do fato de essa possível substituição poder trazer altos custos de investimento em fontes alternativas. Por outro lado, a substituição desse modelo também tem sentido, uma vez que o petróleo deixará de ser tão essencial no futuro, e o profissional de compras conseguirá redução de custos de ambas as maneiras.

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