Xpand Consultoria - Os impactos econômicos da Pandemia – parte 1

Os impactos econômicos da Pandemia – parte 1

Todos sabemos da forte recessão que o mundo, como um todo, está vivendo. De acordo com o relatório de junho de 2020 do Banco Mundial, o PIB real mundial deve cair em torno e 8% em 2020, sendo que, países como o México, o Brasil e a Itália chegarão muito próximo dos 10%. Quais são os principais fatores dessa grande queda na economia? Há alguém se “beneficiando” com a essa crise?
O gráfico “EUA: PIB real, Var. T/T anualizada”, divulgado pelo Banco Central do Brasil, mostra os danos da pandemia na economia norte americana.
No gráfico, o PIB pode ser visto como uma função do consumo, das exportações liquidas (exportações menos importações), da variação nos estoques, dos lucros/prejuízos do governo e da formação bruta de capital fixo (FBKF, que mensura o aumento de bens de capital das empresas, bens esses que são os responsáveis por produzir outros bens).
Podemos observar, a partir do gráfico que, com a pandemia, a queda no consumo foi gigantesca. Com uma variação tão grande no consumo, é praticamente impossível que qualquer economia no mundo se sustente, e assim, entramos em recessão.
Além da redução do consumo interno dos países, houve também uma diminuição no comércio mundial, sendo que, para países desenvolvidos, é estimado uma queda de 13,4%, enquanto, para países emergentes, a queda estimada é de 9,4%. O Brasil, nesse caso, é uma exceção à regra, já que não houve uma queda tão grande
(de volume exportado), em tal grau que, mesmo durante a pandemia, em maio de 2020, as exportações cresceram cerca de 5,6%, segundo o governo brasileiro, sendo os dois principais motivos para isso:

  • A desvalorização do real frente ao dólar, o que incentiva as exportações e diminui as importações;

  • A continuação da “guerra comercial” vivida por EUA e China. De acordo com o Instituto Peterson de Economia Internacional, a compra de produtos agrícolas dos EUA por parte da China foi de apenas 39% da meta assinada por ambos os países em janeiro de 2019. Como a China, mesmo que não compre produtos Norte americanos, ainda precisa desses produtos, países como o Brasil, exportadores agropecuários, acabam tendo aumento das vendas para a China.
  • A queda no consumo mundial causa, diretamente, uma redução da produção, e isso faz com que as empresas necessitem reduzir custos e, muitas vezes demitir colaboradores, gerando aumento do desemprego. Os Estados Unidos tinham, até pouco tempo antes começar a pandemia, as menores taxas de desemprego da sua história. Com a pandemia e a mudança do cenário econômico, em menos de um mês,
    entre março e abril de 2020, essa mesma taxa, que era de menos de 4%, chegou a 14,5%.

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