Para tentar conter a crise econômica e a pandemia, os governos tiveram que “abrir os bolsos” e se endividar. O mundo como um todo terá sua dívida acrescida em 13,9% em 2020, sendo que, as economias desenvolvidas são as responsáveis por grande parte desse aumento, devido, em especial, às medidas de liquidez, tentando fazer com que micro e pequenas empresas não entrassem em falência, além dos auxílios para os desempregados. Medidas como essas foram importantes para que a queda na economia desses países não fosse ainda maior uma vez que, com a falência de micro e pequenas empresas, podíamos ter como consequência, maior concentração de renda, e redução ainda maior dos empregos, e, sem o auxílio, haveria um incremento muito grande de pessoas em situação de pobreza extrema.


Um ponto interessante a ser notado é que, para economias desenvolvidas, é comum ter alto endividamento,
sem que os investimentos saiam do país, coisa que, para economias emergentes, é muito mais complicado.
Utilizando o Brasil como exemplo, com o aumento da dívida externa, chegando a 102% do PIB em 2020, segundo
o Fundo monetário internacional, a confiança no pagamento de contas do governo, é reduzida, e isso faz com
que o investimento externo no país caia. Aliás, por conta desse mesmo endividamento, o governo terá
dificuldades em fazer medidas eficientes no combate à crise (já que não haverá dinheiro para ser gasto),
situação essa, que deixa o governo brasileiro com grandes problemas.
Apesar de tudo, a pandemia trouxe também a oportunidade para as empresas digitais crescerem em um ritmo
nunca visto antes, dado que, com a pandemia, as pessoas foram obrigadas a ficar em suas casas, fazendo com
que os meios digitais fossem a melhor alternativa para que as pessoas pudessem consumir e viver uma vida
“normal”. Aqui estão alguns exemplos disso:
• Jeff Bezos se tornou o homem mais rico do mundo, devido ao crescimento gigantesco do varejo online no
período e, portanto, da Amazon;
• A empresa Stitch & Store, que vende cursos e materiais de artesanato online, cresceu, em março, 800%, de
acordo com a BBC;
A Netflix é outro grande exemplo, já que, de acordo com a “bbc”, serão 34 milhões de novos usuários no ano
de 2020, um recorde para a empresa, ultrapassando 200 milhões de usuários no total;
• O zoom (empresa de reuniões online), de acordo com informações divulgadas pela própria empresa, teve o
lucro aumentado em 1123% durante a pandemia.
Portanto, com todos esses fatores combinados, temos uma situação de colapso na economia mundial. Mas isso
não significa que é “um caminho sem volta”. Como vimos, apesar de todos as reduções, no consumo e na
quantidade de empregos, além do aumento exponencial da dívida pública, houve sim soluções para a
sobrevivência das economias e do surgimento de novos negócios. O futuro nunca foi tão digital e parecido
com o imaginário dos anos 80 (como em “de volta para o futuro” e em “Os Jetsons”), com carros voadores e
hologramas que representam pessoas, tudo isso dentro de uma “caixinha de metal” com acesso à internet nos
nossos bolsos. Uma “caixinha de metal” que tem ajudado a salvar as economias durante a pandemia, com todos
os seus recursos digitais.